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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) denunciou nesta quarta-feira que um avião militar russo, que na véspera "voava nas imediações do espaço aéreo aliado" no mar Báltico, "entrou no espaço aéreo estoniano".

Para manter a segurança, uma patrulha de caças F-16 foi enviada ao local.

"Os radares da Otan detectaram e rastrearam um avião não identificado, voando nas imediações do espaço aéreo aliado do mar Báltico", declarou a organização, em um comunicado, acrescentando que o incidente aconteceu na terça-feira de manhã.

A Otan decidiu enviar dois aviões de combate F-16, um da Dinamarca e outro de Portugal, para identificar o aparelho.

Segundo a Aliança Atlântica, a patrulha identificou um aparelho russo Ilyushin Il-20. Esse tipo de avião costuma ser usado em missões de Inteligência e de coleta de informações.

A Otan informou que a aeronave russa teria decolado do território russo de Kaliningrado em direção à Dinamarca.

"O avião russo foi, primeiro, interceptado por um F-16 dinamarquês. E o Il-20 virou, então, para o norte, quando foi interceptado por dois aviões de combate suecos", país que não faz parte da Otan, mas que também enviou seus caças para averiguarem - relatou a organização.

No início da tarde de ontem, completou a nota, o avião russo "ingressou no espaço aéreo estoniano, perto da ilha de Saaremaa, por um período de menos de um minuto, o que representou uma incursão de cerca de 600 metros no espaço aéreo da Otan".

No comunicado, a Aliança informa que a interceptação é um "procedimento padrão", quando um avião não identificado se aproxima do espaço aéreo da organização.

A Otan alega que os voos militares russos representam "um risco potencial para a Aviação civil, já que, geralmente, não fornecem um plano de voo, nem utilizam o transponder".

 

 

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