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As companhias aéreas anunciaram um pedido de ajuda ao Governo Federal para minimizar os prejuízos e custos causados pela redução da demanda por voos, por conta da alta do dólar. O encaminhamento foi feito ao Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, através do Ministério da Aviação e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), órgão que representa as principais organizações brasileiras - Gol, Tam, Azul e Avianca, que também figuram entre as melhores corporações da América do Sul no setor.
No total, seis propostas foram encaminhadas ao governo. A redução do preço do combustível foi um dos principais requisitos. De acordo com o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, os gastos com querosene e manutenção, que são pagos em dólar, representam cerca de 60% dos custos da aviação brasileira.


A entidade ainda pediu que o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) assuma por 18 meses as tarifas aeroportuárias e de navegação do setor. Caso sejam aprovadas as propostas, a previsão é de que o setor economize até R$ 6 bilhões.
Segundo a Abear, de agosto de 2014 a agosto deste ano, o número de passageiros aumentou 3,08% nos voos domésticos e 16,14% nos internacionais. O aumento se deve ao fato de a Azul ter se lançado no segmento de viagens para fora do país. O problema, no entanto, é com relação aos custos, que devem fechar em 2015 com um acréscimo de 24%.

O aumento do dólar e a elevação nos gastos afetam diretamente o preço das passagens aéreas. Sanovicz foi enfático quanto às consequências da disparada da moeda americana.

- Se esse cenário não for enfrentado, as pessoas vão voltar a andar de ônibus. As três maiores empresas anunciaram nos últimos 35 dias redução de oferta - disse o presidente da Abear.

 

 

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