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A curta história da Flyways Linhas Aéreas está oficialmente encerrada. Menos de dois anos após receber o Certificado de Operador Aéreo (Coa), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revogou a concessão, como foi publicado no Diário Oficial da União na última quinta-feira.

Apesar de não operar desde outubro de 2016, a companhia aérea ainda possuía o documento que lhe permitia retomar os voos no futuro. Algo que não mais irá acontecer dada a suspensão cautelar emitida pela Superintendência de Padrões Operacionais.

O Coa havia sido emitido em 5 de novembro de 2015 – com as operações da Flyways iniciando efetivamente em 28 de dezembro, com o voo Rio de Janeiro/Belo Horizonte (Pampulha). A companhia pretendia criar uma malha com rotas regionais e operou no período voos para cidades como Uberaba, Ipatinga, Araxá e Patos de Minas.

Com uma frota composta por duas aeronaves, a empresa trabalhava com os turboélices ATR-72 200 e ATR-72 500. Em junho de 2016, problemas de leasing resultaram na devolução, por decisão judicial, de um dos aviões ao lessor. Pouco depois a outra aeronave também deixou de voar, paralisando as operações da Flyways.

Sem investidores para impulsionar a retomada da companhia, as pequenas chances da Flyways praticamente se extinguiram quando a empresa se viu envolvida em investigações no âmbito da Lava-Jato. Em outubro do ano passado, um juiz federal deu entendimento afirmando que “há indícios de que a empresa Flyways Linhas Aéreas Ltda., ao contrário do que alega, estaria ou teria sido envolvida nos pagamentos de propina a funcionários da Eletronuclear”.

 

 

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