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O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, poderá ser privatizado no próximo ano, segundo indicou ontem (16) o Ministério do Planejamento. A equipe econômica pretende arrecadar, no mínimo, R$ 5,6 bilhões, tem por objetivo reforçar o caixa da União. A decisão, porém, não agradou a Secretaria de Aviação Civil (SAC), que destacou que, sem Congonhas, seria melhor por fim à Infraero de uma vez.

Durante a semana, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ainda não havia confirmado o fato, porém afirmou que a concessão poderia prejudicar a administradora estatal — que já sofre com a queda das receitas. Segundo ele, apesar da necessidade de esforço fiscal, é preciso haver um equilíbrio entre a privatização e a preservação da estatal. "É necessário encontrar uma equação em que seja possível fazer o leilão e, em conjunto, manter a sustentabilidade da Infraero. É nisso que o ministério está trabalhando."

Com a intenção confirmada, à Folha de S.Paulo, o secretário de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, afirmou que pretende reverter a situação. "Privatizar Congonhas isoladamente compromete a Infraero, a prestação de serviços em rede, e em consequência, as condições de mobilidade", explica.

PLANO ANTERIOR
Até a semana passada, especulava-se que o governo faria a concessão do Aeroporto Santos Dumont (RJ), com a pretensão de arrecadar R$ 2 bilhões. Além disso, outros aeroportos também estavam nos planos de serem leiloados, porém em blocos de acordo com as regiões.

Junto ao Santos Dumont, a região Sudeste oferecia os aeroportos de Vitória e Linhares (ES), Macaé e Jacarepaguá (RJ) e Governador Valadares (MG) . Na região Centro-Oeste apenas os aeroportos de Mato Grosso seriam cedidos, como o de Cuiabá, Alta Floresta, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis. Já a região Nordeste incluía aeroportos como o de Recife e Petrolina (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB) e Teresina (PI).

A arrecadação com a venda dos três blocos, segundo o ministério, chegaria a R$ 4 bilhões. Com a mudança, espera-se que a concessão de Congonhas gere quase R$ 2 bilhões a mais para o Tesouro, além de manter o terminal carioca como principal gerador de receitas à Infraero.

 

 

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